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MAURÍCIO BARROS

Maurício Barros                                               Presidente

Doutor em Direito Econômico, Financeiro e Tributário pela USP; Mestre em Direito Tributário pela PUC/SP; Ex-Juiz Contribuinte do Tribunal de Impostos e Taxas do estado de São Paulo; Sócio de Demarest advogados.

Adolpho Bergamini                                                 Vice-Presidente

Advogado, indicado pela International Tax Review, sediada em Londres, para compor o Indirect Tax Leaders Guide for Brazil. Especialista em Direito Tributário pela PUC/SP. Professor de Direito Tributário. Autor e coordenador de obras doutrinárias dedicadas ao Direito Tributário;  Membro do Comitê Técnico da Revista de Estudos Tributários da IOB, do Conselho Editorial da Revista de Direito Tributário da Associação Paulista de Estudos Tributários. Ex-Membro da Comissão de Contencioso Administrativo Tributário da OAB/SP e do Conselho Editorial da Revista de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário do IEM/IOB. Ex-Coordenador da Revista de Tributos Indiretos do Fiscosoft. Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo – TIT/SP. Ex-Conselheiro da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF.

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Objetivo

A chamada “economia digital” refere-se à parcela da economia baseada em tecnologia digital. As operações relacionadas a essa “nova economia”, que cresceram exponencialmente em um curto espaço de tempo e atualmente respondem por boa parte da produção mundial de riqueza, materializam-se com o uso maciço de tecnologia da informação e de comunicação e tendem a facilitar, baratear e potencializar o acesso a bens e serviços. Esse crescimento exponencial vem impactando diversos segmentos da economia nos últimos anos, a ponto de transformar radicalmente a vida das pessoas e das empresas em diversos aspectos.

Essa nova realidade, além de forjar um mundo cada vez mais interconectado, contribui acentuadamente para uma mudança nos hábitos de consumo de indivíduos e empresas, que são atraídos pelas facilidades e pelos baixos custos que novas operações trazem consigo. Do lado dos indivíduos, o consumo compartilhado e/ou por tempo de uso, em oposição à aquisição definitiva de produtos, ao lado da crescente utilização de redes sociais pessoais e profissionais, tem trazido impactos profundos no comércio, no transporte, nos relacionamentos interpessoais e até mesmo na educação e nas relações de emprego. Do lado das empresas, a constante opção por substituir investimentos em bens de capital (Capital Expenditures ou CapEx) por despesas operacionais (Operational Expenditures ou OpEx), bem como a crescente utilização de processos automatizados e conectados (via Internet das Coisas), têm contribuído para a redução de custos e ganhos de eficiência em um ambiente empresarial globalizado e cada vez mais competitivo.

A título de exemplos, é fácil constatar que necessidades pessoais e profissionais que antes eram supridas por meio da aquisição definitiva de mercadorias (CDs de música, hardwares, software com mídias) vêm sendo substituídas pela utilização efêmera e pagamento pelo uso limitado no tempo, como é o caso dos serviços de streaming e de computação em nuvem (infraestrutura e software como serviços). Também o compartilhamento de bens vem moldando uma nova tendência de otimização de tempo e recursos das pessoas, em clara mudança de cultura.
Essas novas operações desencadeiam uma série de discussões no tocante à tributação interna, considerando a adoção d conceitos vagos pela Constituição Federal ao delimitar competências e em função da impossibilidade de os poderes legislativo e judiciário acompanharem adequadamente a revolução tecnológica.

Também no âmbito internacional a digitalização da economia tem chamado a atenção de governos, organizações e estudiosos, por conta da dificuldade na aplicação das regras de tributação originalmente concebidas apenas para operações em que estabelecimentos físicos realizam operações com bens tangíveis/corpóreos, bem como pela potencial perda de receita tributária que as novas operações podem acarretar (ou já acarretam) em algumas situações. Nessa linha, a OCDE destacou, como uma das ações prioritárias de seu Projeto BEPS (Base Erosion and Profit Shifting), os desafios tributários da economia digital (Action 1 – Tax Challenges of the Digital Economy), e a Comissão Europeia tem debatido medidas para reduzir a perda de arrecadação dos países europeus enquanto consumidores de produtos e serviços oferecidos on-line. Isso sem falar dos diversos e polêmicos digital services taxes implantados mundo afora, iniciativas unilaterais dos países que têm encontrado adeptos até mesmo de parlamentares brasileiros (há projetos de lei nesse sentido no Congresso Nacional).

Nesse contexto, a Associação Brasileira de Advocacia Tributária (ABAT) criou o Comitê Permanente de Tributação da Economia Digital, cujo objetivo será discutir as questões tributárias relacionadas ao fenômeno da digitalização da economia, tanto em âmbito interno quanto internacional, com a participação de membros efetivos da associação e convidados externos, entre os quais advogados, professores, julgadores, autoridades fiscais e pesquisadores do tema em geral.

25/05 - Tema em Debate

Tributação da inserção/veiculação de anúncios publicitários na internet

Palestrantes

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Alberto Macedo                                         

Mestre e Doutor em Direito Econômico, Financeiro e Tributário pela USP; Professor Insper, FIPECAFI, IBET; Assessor Especial da Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo.

Cristiane Krukoski                                         

Graduada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie. Especialista em Direito Processual Civil pela PUC/SP e Mestre em Direito Tributário pela PUC/SP. Advogada em São Paulo.

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LUCIANO GARCIA MIGUEL

Luciano Garcia Miguel                                         

Graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.  Mestre e doutor em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Pesquisador e docente em Direito Tributário. Na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo exerceu, entre outras, as funções de Representante de São Paulo na Comissão Técnica Permanente do ICMS, Diretor da Consultoria Tributária e Coordenador da Administração Tributária. Atualmente é Coordenador Adjunto da Administração Tributária.

Palestrantes Anteriores

HENRIQUE INDIO DO BRASIL

Henrique Indio do Brasil                                         

Advogado. Graduado em Direito pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Cursa o MBA de Gestão Tributária do FIPECAFI. Tax do Airbnb para a América Latina e é responsável por todos os assuntos tributários na região, em especial projetos de planejamento tributário, gerenciamento do compliance fiscal e negociações e implementações de políticas fiscais para a economia digital com autoridades fiscais dos países latino-americanos.

Melina Rocha                                              

Diretora de Cursos na York University – Canada. Doutora pela Université de la Sorbonne Nouvelle – Paris 3 em cotutela com a Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre pela Université de la Sorbonne Nouvelle – Paris 3, graduada em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Foi professora da FGV-Direito Rio e atuou como consultora externa no Banco Mundial, no IPEA e no CCiF.

MELINA ROCHA
ANA CLÁUDIA UTUMI

Sérgio André Rocha                                              

Professor de Direito Financeiro e Tributário da UERJ. Livre-Docente em Direito Tributário pela USP. Advogado e Parecerista.

Ana Cláudia Akie Utumi                                          

Advogada. Doutorado em Direito Econômico-Financeiro (USP); Mestrado em Direito Tributário (PUC/SP); MBA em Finanças (IBMEC/SP, atual Insper); Graduação em Direito (USP) e Administração de Empresas (FGV). É Diretora da Associação Brasileira de Direito Financeiro (ABDF – IFA Brasil). É membro do Conselho de Administração do Financial Planning Standards Board. Professora convidada dos cursos de MBA de Faculdade FIPECAFI, Professora convidada do Curso de LL.M in International Taxation da University of Zurich. Sócia-fundadora de Utumi Advogados.

SÉRGIO ANDRÉ ROCHA

Debatedores

ERLAN VALVERDE

Erlan Valverde                                          

Advogado em São Paulo, Mestrando em Tributação Internacional pelo IBDT.

Gisele Barra Bossa                                              

Sócia da área Tributária do Demarest, doutoranda, mestre e pós-graduada (lato sensu) em Ciências Jurídico-Econômicas pela Universidade de Coimbra (Portugal). Trabalhou como Julgadora no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) por quatro anos e possui forte atuação nos setores contencioso e consultivo tributário. Além disso, geriu áreas de contencioso estratégico em corporações de diferentes segmentos econômicos e tem experiência em Relações Governamentais. Gisele é professora convidada em cursos de pós-graduação e lecionou na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie em Campinas e na Faculdade de Administração da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado.

GISELE BOSSA

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